Energia Nuclearo que o Brasil já faz com o próprio urânio?

Três de quatro

Antes de gerar eletricidade, o urânio passa por quatro etapas industriais: o minério é beneficiado e vira concentrado, o concentrado é convertido em um gás, o gás é enriquecido, e o urânio enriquecido vira elemento combustível. Três dessas quatro etapas acontecem em território brasileiro, em operação industrial.

A quarta não. Nas palavras da própria Indústrias Nucleares do Brasil, "a conversão é a única etapa do ciclo do combustível nuclear que a INB não realiza"1. A frase está no comunicado de 11 de março de 2025 em que a empresa anunciou a contratação da conversão do seu urânio no exterior.

Esta página publica o que cada etapa faz, onde acontece, com que capacidade declarada e com que resultado realizado. Capacidade e produção não são a mesma grandeza, e a distância entre as duas é o dado mais interessante desta página.

A mina que está sozinha em atividade

Caetité, na Bahia. É a única extração de urânio em funcionamento no país, e também onde aparece a diferença entre o que se declara poder fazer e o que se faz.

"A única mina de urânio atualmente em atividade no Brasil está localizada em Caetité/Bahia", registra a INB na sua página de produção2. A afirmação não depende da palavra da empresa: o Red Book 2024, o relatório conjunto da OECD-NEA e da AIEA que consolida os dados nacionais de urânio, escreve no capítulo do Brasil que a Unidade Caetité é a única instalação de produção de urânio em operação no país2.

Mina Cachoeira, unidade de concentrado de urânio da INB em Caetité, na Bahia
A unidade de concentrado de urânio de Caetité, na Bahia, em imagem divulgada pela própria INB.

O relatório de gestão integrado de 2025 da empresa declara duas coisas na mesma página de números: capacidade instalada de 260 toneladas de U₃O₈ por ano na unidade de Caetité, e produção de 75,5 toneladas no ano3. São a mesma unidade e o mesmo documento, e a segunda é um pouco menos de um terço da primeira.

A série longa vem do Balanço Energético Nacional4. Ela conta uma história que o número da capacidade não conta: o Brasil produziu 51 toneladas em 2015, zerou nos quatro anos seguintes e voltou a subir a partir de 2020. O motivo está no capítulo brasileiro do Red Book — a extração por *heap leaching* da cava a céu aberto de Cachoeira se esgotou em 2014, a unidade entrou em *standby* em 2015 e reiniciou em 2020, agora com minério do Engenho.

Dois limites acompanham essa mina. O primeiro é de unidade: a página "Produção" da INB fala em "cerca de 400 toneladas/ano, podendo chegar a 800" sem data-base, número que diverge dos 260 t U₃O₈/ano do relatório de gestão, e a própria página não explicita se são toneladas de urânio ou de concentrado — por isso este site usa o relatório, que explicita, e registra a divergência. O segundo é de custo: na tabela de capacidade mundial de produção do Red Book, a nota aplicada ao Brasil declara que a mina Engenho está em produção, mas na faixa entre US$ 130 e US$ 260 por quilo de urânio5. É o tipo de qualificação que se perde quando se cita apenas "a nona reserva do mundo".

Enriquecer é separar isótopos

Resende, no Rio de Janeiro. Uma etapa que a maioria dos países que têm usina nuclear não faz em casa.

O urânio natural contém 0,7% do isótopo U-235. Para alimentar um reator de água leve como os de Angra, é preciso elevar essa concentração a cerca de 5%6. Isso é o enriquecimento: não é um processo químico que muda o material, é uma separação física de isótopos, e por isso se mede em trabalho separativo, e não em peso.

A INB registra que o faz por ultracentrifugação, na Fábrica de Combustível Nuclear de Resende, com tecnologia "desenvolvida no Brasil pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN)"6. É a atribuição de autoria que a fonte faz; o FAQ institucional da empresa tem como última atualização declarada 1º de outubro de 2020.

A capacidade declarada é de 70.000 unidades de trabalho separativo por ano. O realizado em 2025 foi de 10.305,6 quilos de UF6 enriquecido, acima da meta de 9.700 quilos3. As duas grandezas não são comparáveis — uma é trabalho separativo, outra é massa de produto —, e este site não as coloca na mesma frase como se fossem.

Interior da usina de enriquecimento de urânio da INB em Resende, no Rio de Janeiro
A usina de enriquecimento da INB em Resende (RJ), em imagem divulgada pela empresa.

Qual é o alcance real dessa capacidade? A resposta mais precisa disponível no acervo vem do próprio comunicado da INB: a usina de enriquecimento, "sendo implantada em etapas" em Resende, tem capacidade anual instalada "para atender cerca de 70% da necessidade de urânio enriquecido necessário para uma recarga de Angra 1"7. Setenta por cento de uma recarga de uma usina não é setenta por cento da demanda nacional, e o comunicado não diz que seja.

A própria INB encerra o capítulo de desempenho de 2025 com a ressalva: do urânio enriquecido produzido no ano, "o volume produzido ainda se mostra insuficiente para reduzir, de forma significativa, a dependência de aquisições externas desse insumo intermediário"3.

Da pastilha ao elemento combustível

A última etapa antes da usina também é brasileira. É a mais discreta nos documentos — e a que tem contagem em unidades.

A Fábrica de Combustível Nuclear de Resende é descrita pela empresa como responsável pelo enriquecimento isotópico, pela reconversão, pela fabricação de pastilhas e pela montagem do elemento combustível8. O produto é vendido para as usinas de Angra dos Reis, operadas pela Eletronuclear.

Em 2025 saíram de lá 50,4 toneladas de pó de UO₂, 50,1 toneladas de pastilhas e 96 elementos combustíveis montados — 44 para Angra 1 e 52 para Angra 2, com enriquecimentos de 4,75%, 4,25% e 2,60% em peso de U-235, conforme a especificação de cada usina3. As capacidades declaradas no mesmo relatório são de 160 toneladas por ano de pó, 120 de pastilhas e 214 elementos.

Fábrica de Combustível Nuclear da INB em Resende, no Rio de Janeiro
A Fábrica de Combustível Nuclear da INB, em Resende (RJ), onde o urânio enriquecido vira elemento combustível.

Uma cautela de leitura: os dois relatórios de gestão consecutivos expressam a capacidade dessa etapa em unidades diferentes — 240 toneladas por ano de UO₂ em 2024, 214 elementos combustíveis por ano em 2025. Não existe no acervo fator de conversão entre as duas bases, então este site não escreve que a capacidade "caiu". O que se pode dizer é que uma fábrica declarada para 214 elementos montou 96.

O que se sabe do urânio abaixo do chão

Aqui o número é brasileiro, mas a régua é estrangeira — e é a régua que define o que pode ser afirmado.

No critério homogêneo do Red Book 2024 — recursos identificados recuperáveis a um custo abaixo de US$ 130 por quilo de urânio, data-base de 1º de janeiro de 2023 — o Brasil tinha 167.800 toneladas de urânio5. Entre os 38 países com valor diferente de zero nessa categoria, isso é o nono lugar. A posição é cálculo deste site sobre os valores publicados na tabela: o Red Book publica números por país, não um ranking.

O mesmo critério vetou três frases que circulam em material de divulgação. "Segunda maior reserva do mundo" não tem sustentação no documento5. O décimo quarto lugar existe, mas é de produção, em 2022, com 43 toneladas de urânio, e não autoriza um ranking de 2025. E o total brasileiro de 295.389 toneladas de U₃O₈ registrado no Balanço Energético Nacional não entra em comparação internacional: ele mede outra coisa.

Mede, exatamente, o seguinte. Uma tonelada de U₃O₈ contém 0,848 tonelada de urânio, fator publicado no glossário do próprio Red Book (Apêndice 3, p. 579)5. As 295.389 t U₃O₈ do BEN viram 250.489,9 tU — e esse valor coincide com os 250.500 tU de recursos identificados in situ abaixo de US$ 260/kgU da Tabela 1.2b do Red Book, não com os 167.800 tU recuperáveis abaixo de US$ 130/kgU da Tabela 1.2a. Nenhuma das duas fontes está errada: uma conta inventário geológico nacional, a outra conta o que se pode recuperar ao custo de corte escolhido. A associação é conciliação entre tabelas, e não definição escrita pelo BEN.

Dois últimos limites. O número brasileiro de recursos caiu de uma revisão para outra por reclassificação: o Red Book registra que os recursos de Pitinga passaram a especulativos, o que removeu cerca de 31% do total identificado do país5 — não foi exaustão do minério. E a afirmação de que só cerca de 25% do território nacional foi prospectado, com potencial estimado da ordem de 900 mil toneladas condicionado a novas pesquisas, é de um documento da ANM com dados de 20079. Continua sendo a única base disponível no acervo, e viaja com a data.

O que a palavra "domina" cobre

A INB usa o verbo. Este site publica o uso que ela faz dele, e o que sobra de fora.

No relatório de gestão de 2024, a empresa registra que "tecnologias inovadoras que colocam o Brasil no seleto grupo dos países que dominam o Ciclo do Combustível Nuclear, entre eles os Estados Unidos e a Rússia"8. É auto-afirmação institucional, publicada aqui como tal. A mesma página, no mesmo documento, lista as capacidades instaladas das etapas que a empresa opera — e não lista conversão.

O que resta de fora tem nome, número e prazo. Até 275 mil quilos de concentrado de Caetité foram contratados para conversão e enriquecimento no exterior, com retorno previsto como UF6 enriquecido a 4,25% até dezembro de 202710. A contratada, Internexco, pertence ao grupo Rosatom. O comunicado não publica o valor do contrato, nem a quantidade efetivamente remetida; e não há, no acervo, documento público de que o embarque tenha ocorrido — em março de 2025 o transporte marítimo estava "sendo contratado".

Há também uma distinção que costuma se perder. A INB é habilitada por lei a operar instalações de conversão, entre outras etapas8. Habilitação legal não é planta em funcionamento: o relatório de gestão de 2025 registra, no rodapé da sua apresentação, que a empresa está "em processo de implantação da FCN – Conversão, em Resende (RJ), para nacionalizar essa etapa"1. Sem capacidade, cronograma ou valor publicados.

O que este site não afirma sobre esta página: percentual de componentes nacionais nas centrífugas (a fonte declara a autoria da tecnologia, não a origem das peças), custo atual de produção do urânio brasileiro, participação do concentrado de Caetité no suprimento das recargas de Angra e qualquer data de entrada em operação da futura planta de conversão. Nenhuma dessas coisas tem fonte no acervo.

O que a cadeia brasileira é, em uma frase

O Brasil tira o urânio do chão, enriquece e monta o elemento combustível com o qual gera eletricidade. Falta uma etapa no meio — transformar o pó em gás — e é ela que hoje acontece fora, porque não existe onde fazê-la aqui.

Fontes

  1. A etapa que o Brasil não realiza. INB, notícia "INB fecha contrato com empresa russa para conversão e enriquecimento de urânio", 11 de março de 2025: "a conversão é a única etapa do ciclo do combustível nuclear que a INB não realiza". A página institucional "Ciclo do combustível nuclear" registra, na mesma linha, que "esta etapa ainda não é realizada no Brasil" (consulta de 26/08/2026, sem data-base). E o Relatório de Gestão Integrado 2025 traz no rodapé 3, p. 9: "A INB não realiza a etapa de conversão do urânio em território nacional [...] No entanto, a INB está em processo de implantação da FCN – Conversão, em Resende (RJ), para nacionalizar essa etapa." As três formulações são da mesma empresa. Nenhuma autoriza dizer que é a única lacuna do país fora da INB, nem que a planta planejada exista. Voltar
  2. Caetité como única mina em atividade. INB, página institucional "Produção" (consulta de 26/08/2026): "A única mina de urânio atualmente em atividade no Brasil está localizada em Caetité/Bahia". Corroboração independente: OECD-NEA e IAEA, Uranium 2024: Resources, Production and Demand (Red Book), capítulo Brasil, p. 88: a Unidade Caetité, operada pela INB, é a única instalação de produção de urânio em operação no Brasil. A palavra "atualmente", na página da INB, não tem data-base. Voltar
  3. Capacidades declaradas e produção realizada pela INB em 2025. INB, Relatório de Gestão Integrado 2025. Capacidades na "Matriz de Segmento de Negócios", p. 9: 260 t U₃O₈ por ano em Caetité, 70.000 UTS por ano em enriquecimento, e 160 t/ano de pó de UO₂, 120 t/ano de pastilhas e 214 elementos combustíveis por ano na fabricação. Realizado na seção 6.5.1, pp. 32 e 33: 68.205 t de minério processado, 75,5 t U₃O₈, 10.305,6 kg de UF6 enriquecido contra meta de 9.700 kg, 50,4 t de pó, 50,1 t de pastilhas e 96 elementos montados (44 de Angra 1 e 52 de Angra 2). Capacidade não é produção, e UTS é trabalho separativo, não massa: as duas grandezas não se comparam. A mesma seção registra que o estoque de 386 t U₃O₈ disponíveis não é produção do ano. Voltar
  4. Série de produção de urânio e confirmação independente. EPE/MME, Balanço Energético Nacional 2025, ano-base 2024, Tabela 2.10 "Urânio (U₃O₈)", p. 49: 51 t em 2015, zero em 2016 a 2019, 20 em 2020, 34 em 2021, 51 em 2022, 107 em 2023 e 99 em 2024, em toneladas inteiras. A pausa explicada: Red Book 2024, capítulo Brasil, p. 88 — heap leaching da cava de Cachoeira até 2014, unidade em standby em 2015, reinício em 2020 com minério do Engenho. Confirmação em outro registro: ANM, dados abertos do Anuário Mineral Brasileiro, produção beneficiada na Bahia de 99,563 t em 2024 e 75,586 t em 2025 — base declaratória, atualizada diariamente, sem que o arquivo especifique a fórmula química do produto. Para 2024, as três fontes disponíveis (BEN 99, ANM 99,563, INB 99,8) divergem por arredondamento. Voltar
  5. Recursos de urânio, posição e critério. OECD-NEA e IAEA, Uranium 2024 (Red Book). Tabela 1.2a, pp. 22 e 23: recursos identificados recuperáveis abaixo de US$ 130/kgU, data-base de 1º de janeiro de 2023, Brasil com 167.800 tU, entre os 38 países com valor diferente de zero; valores arredondados às 100 tU mais próximas, e a posição é calculada por este site sobre os valores da tabela. Total da categoria: 5.925.700 tU, dos quais o Brasil tem 2,8%. Nota aplicada ao Brasil: os recursos in situ foram ajustados pelo secretariado com fatores de recuperação fornecidos pelo país. Tabela 1.18, p. 84: produção mundial de 2022, Brasil em 14º com 43 tU. Capítulo Brasil, p. 201: os recursos de Pitinga foram reclassificados como especulativos, o que removeu cerca de 31% do total identificado brasileiro. Tabela 1.23, nota (a) do Brasil: a mina Engenho está em produção, mas acima de US$ 130/kgU e abaixo de US$ 260/kgU. O documento não sustenta "segunda maior reserva do mundo", nem ranking de produção em 2025. Voltar
  6. O que é enriquecimento e quem desenvolveu a tecnologia. INB, página "Ciclo do combustível nuclear": enriquecer é elevar a concentração de U-235 "de 0,7%, como ele se encontra na natureza, até 5%", e "o Brasil utiliza a tecnologia da ultracentrifugação para enriquecer o urânio na Fábrica de Combustível Nuclear da INB em Resende/RJ". INB, FAQ "O que é o enriquecimento de urânio? Como ele é feito na INB?", última atualização declarada 01/10/2020: "A tecnologia de enriquecimento do urânio pelo processo da ultracentrifugação foi desenvolvida no Brasil pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), órgão ligado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)." A frase sustenta autoria tecnológica, não percentual de componentes nacionais nem capacidade. Voltar
  7. Alcance da capacidade de enriquecimento. INB, notícia do contrato com a Internexco, 11 de março de 2025: a Usina de Enriquecimento "está sendo implantada em etapas na Fábrica de Combustível Nuclear, em Resende/RJ, com capacidade anual instalada para atender cerca de 70% da necessidade de urânio enriquecido necessário para uma recarga de Angra 1". Não equivale a 70% da demanda nacional, e "implantada em etapas" indica implementação gradual. Voltar
  8. Escopo da Fábrica de Combustível Nuclear, cliente e habilitação legal. INB, Relatório de Gestão 2024, "Distribuição de ativos", p. 13: a FCN de Resende responde por enriquecimento isotópico, reconversão, fabricação de pastilhas e montagem do elemento combustível. INB, Relatório de Gestão Integrado 2025, p. 9: o elemento combustível é comercializado para as usinas de Angra dos Reis, e a capacidade de fabricação de elementos aparece ali em unidades por ano — enquanto o relatório de 2024 a expressa em 240 toneladas/ano de UO₂, base diversa e sem fator de conversão no acervo. Na mesma página de 2024, p. 12, a empresa registra o "seleto grupo dos países que dominam o Ciclo do Combustível Nuclear". A habilitação legal consta dos dois relatórios, que citam a Lei nº 14.514, de 29 de dezembro de 2022, e os artigos 21, XXIII, e 177, V, da Constituição: cabe à União, por concessão à INB, a prospecção, lavra, beneficiamento, conversão, enriquecimento e industrialização do combustível nuclear. É competência, não operação industrial. Voltar
  9. Prospecção do território e potencial. ANM/DNPM, Economia Mineral do Urânio, seção 2.2, com dados de 2007: apenas 25% do território nacional foi prospectado, e estima-se "um potencial de reservas da ordem de 900.000 t, com a realização de novas pesquisas" — estimativa condicionada, não reserva comprovada. O mesmo documento afirma que o Brasil detinha a sétima maior reserva do mundo, formulação incompatível com o critério do Red Book 2024 e por isso não publicada aqui. O Sumário Mineral 2025 da ANM foi inspecionado e não contém verbete sobre urânio. Voltar
  10. O contrato de conversão. INB, notícia de 11 de março de 2025: contrato com a Internexco, do grupo Rosatom, para converter e enriquecer até 275 mil quilos de U₃O₈ produzido em Caetité, com retorno do material como UF6 enriquecido a 4,25% até dezembro de 2027. É comunicado institucional, não o inteiro teor do contrato: valor, quantidade efetivamente remetida e UTS contratados não são publicados. A empresa registrava, na mesma data, que o transporte marítimo pelo porto de Salvador estava sendo contratado — não há documento público de embarque realizado, e este site não narra o navio como fato consumado. Voltar

Todos os números desta página vêm de fonte primária conferida. As séries completas e os limites de cada dado estão nas notas acima; as regras do acervo e os conflitos entre números estão na página de método.